MARROCOS

O Marrocos é um reino ensolarado no noroeste da África, um país que surpreende quem o associa ao deserto –

uma lembrança pertinente, já que o Saara ocupa quase metade do território marroquino. Do calor do deserto derivam histórias e personagens que ajudam a criar um a aura de lugar mágico. Mas o Marracos não se resume a isso, podemos encontrar na aridez do país desértico cachoeiras de 60 metros de altura ou uma maravilhosa floresta dividida entre oceano e mar.  Uma região de calor intenso, mas com um clima mais ameno, gerados pelos ventos atlânticos, onde  vive a maior parte dos 27 milhões de marroquinos e ficam todas as principais cidades.



As primeiras cidades marroquinas foram criadas no século VII, tornando-se grandes centros politicos da época. Em todas se encontram os traços que caracterizam a tradicional arquitetura urbana marroquina, uma mediana (centro comercial e residencial), uma mesquita central, o palácio real, o mellab (bairro judeu) e os suqs (mercados), tudo cercado por uma muralha. Todas as quatro cidades ainda mantêm essa estrutura básica e, curiosamente, são definidas pela cor de suas construções.

Os historiadores dizem que a arte de tecer tapetes no país vem desde a segunda metade do século de XIII. Os tapetes feitos à mão são os presentes preferidos para povos da alta sociedade. As características dos tapetes marroquinos contém projetos antigos sempre seguindo os projetos padrões tribais de milhares de anos, como os da tribo Aït Ouaouzguite e o Glaoua. Os tecelões continuam a usar métodos antigos, apesar da introdução no mercado dos produtos químicos já há algum tempo. As principais cores usadas nos tapetes marroquinos são o amarelo, azul, vermelho mais intenso, preto natural e verde.

Em várias regiões o tapete tazerbyt, que é tecido por quase todas as tribos, é feito para finalidades domésticas. Somente a Confederação de Aït Ouaouzguite e as tribos neighboring, tais como o Glaou ao norte, e o Zenaga e o Souktana ao sul, produzem um número significativo dos tapetes para venda e exportação. O hanbel e os tapetes dos atellis, entretanto, são produzidos em quantidades grandes por todas as classes sociais. Desde 1940, Tazenakht foi um dos centros de tapetes mais produtivos e bem sucedidos na região das inclinações do sul das montanhas de Marrocos.


A arte de tecer ainda é ensinada da maneira tradicional. O conhecimento é passado às famílias. A mãe é responsável para iniciar seus filhos na arte de tecer tapetes. O aprendiz não deve somente aprender uma determinada técnica, deve também memorizar a escala da cor, aprender como registrar cada teste padrão, e dominar todos os motivos decorativos (sinais e símbolos). Por isso, um tapete deve ser muito valorizado devido ao trabalho duro e artístico aplicado nele.